Curiosidades

GoldStar 3DO: O Dossiê Secreto do Console Esquecido?

E aí, galera dos pixels! Pixel Nostalgia na área, pronto pra desenterrar mais uma pérola (ou uma bizarrice, dependendo do ponto de vista) da nossa era 8 e 16 bits… opa, e um pouquinho além! Hoje, a gente vai dar um rolê maneiro por um console que, ah, causou um frisson, mas não durou muito: o GoldStar 3DO. Sim, aquele player multimídia que queria ser o rei dos games, mas acabou meio que esquecido na gaveta dos sonhos quebrados. Preparados pra um dossiê técnico cheio de curiosidades que poucos manjam? Então, bora lá!

O que Diabos Era o 3DO (e Por Que GoldStar)?

Rapaziada, antes de mais nada, é bom entender que o 3DO Company, do lendário Trip Hawkins (um dos fundadores da EA, olha que pedigree!), não fabricava consoles. Eles criaram uma especificação, um hardware reference, e licenciaram pra outras empresas fazerem os consoles. Foi tipo um “Selo de Qualidade 3DO”. E a GoldStar, nossa querida LG de hoje, foi uma dessas bravas empresas que topou a parada, lançando o GoldStar 3DO Interactive Multiplayer. Ele chegou meio que na cola do Panasonic REAL 3DO, com um design um pouco diferente, mas a mesma pegada tecnológica avançada para a época. Um verdadeiro player de CD-ROM turbinado que prometia mundos e fundos!


5 Curiosidades Bizarras (e Não Tão Bizarras) do GoldStar 3DO

Se liga nas paradas que separamos sobre essa joia rara (e cara!) do retrogaming. Essas aqui, só quem viveu a era 32 bits na raça vai lembrar, ou quem é nerd hardcore de história dos games!

1. O Preço de Lançamento ABSURDO (A Facada no Bolso!)

Pode segurar o queixo, meu camarada: o 3DO Panasonic REAL, o primeiro modelo, chegou custando salgados US$ 699,99 em 1993. Naquela época, era o preço de uma Ferrari pra muita gente! Pra você ter uma ideia, um SNES ou Mega Drive custava uns US$150-200. O GoldStar 3DO até tentou ser mais “em conta”, chegando ao mercado por volta de US$ 499, mas ainda assim era uma fortuna. Com esse preço de cartola, ele se tornou um luxo para pouquíssimos, o que obviamente dificultou sua popularização e o fez lutar por espaço contra gigantes como o SNES e o Mega Drive que ainda estavam no auge, e o PlayStation e o Saturn que viriam logo depois.

2. Nasceu Multimídia (e Esqueceu um Pouco os Games?)

A visão do Trip Hawkins pro 3DO era ambiciosa: ele queria que o console fosse o centro do entretenimento doméstico. Não era apenas um console de jogos, mas um “Interactive Multiplayer”, um player multimídia completo. Ele rodava CDs de áudio, fotos, e com um módulo extra (que a GoldStar também ofereceu), até mesmo Video CD (VCD) – o que era algo ABSURDO para a época, predecessor do DVD. Essa pegada multimídia era avançadíssima, mas talvez tenha desviado um pouco o foco do que o público realmente queria: GAMES ARREBENTADORES. Essa dualidade deixou muitos gamers coçando a cabeça.

3. GoldStar e a Ausência de Bloqueio Regional (Um Sonho de Importador!)

Pra alegria dos importadores e dos que curtem jogar tudo que é versão, o 3DO, incluindo o modelo da GoldStar, era region-free! Isso significa que você podia pegar um jogo japonês e rodar de boa no seu console americano (ou europeu), sem gambiarras ou chips especiais. Naquela época, a maioria dos consoles era travada por região, então essa era uma baita vantagem. Por um lado, era top demais pra quem queria explorar a biblioteca completa sem burocracia. Por outro, abriu um caminho enorme para a pirataria, o que não ajudou muito as vendas de jogos oficiais.

4. O Joystick “Expansível” da GoldStar (E Que Mais Parecia um Controle de TV!)

O controle do 3DO em geral não era o mais ergonômico ou estiloso, mas o da GoldStar tinha suas particularidades. Era funcional, mas visualmente, com seus botões coloridos e o direcional digital, parecia mais um controle remoto de videocassete da GoldStar do que um joystick de console de última geração. O mais legal é que todos os controles de 3DO tinham uma porta de expansão para que você pudesse conectar outros controles em cascata. Ou seja, você ligava um controle no outro e depois no console. Essa ideia era irada para evitar adaptadores caros, mas no final, um cabo gigante de controles se emaranhava no meio da sala. Que bagunça, mas que vibe multiplayer!

5. Plumbers Don’t Wear Ties: A Bizarria Máxima do Catálogo FMV

Lembra que eu falei da pegada multimídia e dos FMVs? Então, o 3DO foi palco de muita experimentação nesse gênero, e uma das mais bizarras e infames foi Plumbers Don’t Wear Ties. É um jogo (se é que dá pra chamar assim!) que é basicamente uma “comédia romântica” interativa de baixo orçamento, cheia de escolhas sem sentido e atuações duvidosas. Você controlava o destino de um encanador (que não usava gravata!) e de uma secretária. O “gameplay” era mais sobre assistir slides de fotos e escolher opções de diálogo que levavam a cenas igualmente estranhas. É tão ruim que chega a ser bom, e virou um cult por sua bizarrice. Um verdadeiro marco da era “filme interativo” que muitos queriam esquecer, mas a gente, do Pixel Nostalgia, faz questão de relembrar!


O Legado do GoldStar 3DO: Um Sonho High-Tech Que Não Deu Certo?

Apesar de ser um console tecnologicamente avançado para sua época e de ter alguns jogos icônicos (que não o Gex, porque esse já manjou no blog!), o GoldStar 3DO e seus irmãos não conseguiram decolar. O preço absurdo, a competição ferrenha e um catálogo de games que demorou a engrenar (e que misturava pérolas com FMVs duvidosos) o colocaram numa posição difícil.

Mas, meu amigo gamer, não podemos negar o pioneirismo do 3DO. Ele abriu caminho para a era dos CD-ROMs nos consoles e sonhou com a convergência multimídia muito antes de ser cool. O GoldStar 3DO é a prova de que nem sempre a melhor tecnologia garante o sucesso, mas com certeza garante uma boa história pra gente contar aqui no Pixel Nostalgia. Se você teve um, sinta-se um guerreiro!

Pixel Nostalgia
Relembrando o melhor da era 8 e 16 bits — um byte de cada vez.

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