Spider-Man – Web of Fire do Sega 32X | Pixel Nostalgia
Spider-Man – Web of Fire do Sega 32X | Pixel Nostalgia
Fala, galera da Pixel Nostalgia! Peguem seus lançadores de teia e preparem o fôlego, porque hoje vamos falar de um verdadeiro “Santo Graal” dos colecionadores. Se você viveu a era dos 16 e 32 bits, sabe que a Sega adorava uma invenção mirabolante. Entre trancos e barrancos, surgiu o Sega 32X, aquele “cogumelo” que a gente encaixava no Mega Drive para tentar alcançar o futuro. E foi justamente nesse acessório incompreendido que nasceu Spider-Man – Web of Fire, um jogo que mistura raridade, polêmica e muita ação aracnídea.

O Canto do Cisne: O que foi o Sega 32X?
Para entender o contexto de Spider-Man – Web of Fire, precisamos olhar para o hardware. Lançado no final de 1994, o 32X era a tentativa desesperada da Sega de estender a vida útil do Mega Drive enquanto o Saturn não chegava com força total. O acessório prometia cores vibrantes e polígonos que o herói da Sega não conseguia entregar sozinho.
Infelizmente, o “Mushroom” teve uma vida curta e sofrida. Poucos desenvolvedores botaram fé no acessório, e a própria Sega o abandonou rapidamente. No entanto, foi nessa janela de despedida, em 1996 — quando o PlayStation já estava dominando o mundo — que Spider-Man – Web of Fire chegou às prateleiras norte-americanas, tornando-se o último jogo lançado para o sistema na região. Por ter saído “no apagar das luzes”, pouquíssimas cópias foram produzidas, o que o torna um dos jogos mais caros e cobiçados da história da Sega hoje em dia.
Enredo: Nova York sob o Domínio da HYDRA
Lançado em março de 1996, desenvolvido pela talentosa BlueSky Software (a mesma de Vectorman e Jurassic Park) e publicado pela própria Sega, o game coloca o nosso amigão da vizinhança em uma situação desesperadora.
Em Spider-Man – Web of Fire, a organização terrorista HYDRA decide que Nova York é o alvo perfeito para um plano nefasto. Eles instalam geradores de plasma por toda a cidade, criando um escudo impenetrável que isola a metrópole do resto do mundo. Como se não bastasse, a HYDRA contratou um grupo de super-vilões conhecidos como os New Enforcers para manter a ordem (ou o caos) sob suas ordens.
O Homem-Aranha, claro, não fica parado. Mas ele não está totalmente sozinho: o herói cego de Hell’s Kitchen, Demolidor (Daredevil), aparece para dar uma mãozinha. Enquanto o Aranha detona os vilões nas ruas e telhados, o Demolidor ajuda a localizar os geradores de plasma que precisam ser destruídos para salvar a cidade.

Habilidades e Movimentação: O Teioso em 32-Bits
O personagem principal é, sem surpresas, o nosso Peter Parker. A BlueSky Software fez um trabalho interessante em traduzir a agilidade do herói para o hardware do 32X. Em Spider-Man – Web of Fire, você tem controle total sobre as habilidades clássicas:
- Balanço de Teia: Essencial para atravessar os níveis verticais e escapar de emboscadas.
- Escalar Paredes: Você pode grudar em quase qualquer superfície, o que é vital para encontrar itens escondidos.
- Golpes e Combos: O Cabeça de Teia utiliza socos, chutes aéreos e rasteiras. A animação é fluida, utilizando sprites digitalizados que dão um ar mais “maduro” ao jogo.
- Lançadores de Teia: Você tem um suprimento limitado de fluido de teia, que pode ser usado para prender inimigos ou disparar projéteis de impacto. Gerenciar esse recurso é parte da estratégia, embora existam recargas espalhadas pelas fases.
Um toque genial é a mecânica de assistência do Demolidor. Ao coletar ícones específicos, você pode chamar o “Cegueta” (peguei pesado) para realizar um ataque na tela, limpando os inimigos menores ou causando dano extra nos chefes.

Galeria de Vilões e Personagens
A escolha dos vilões em Spider-Man – Web of Fire é um prato cheio para quem gosta do lado “B” da Marvel dos anos 90. Em vez de focar apenas no Duende Verde ou no Venom, o jogo traz os New Enforcers:
- Dragon Man: Um androide gigantesco e alado que cospe fogo. É um dos primeiros grandes desafios.
- Therm-ite: Um vilão capaz de manipular tanto o calor quanto o frio extremo.
- Blitz: Um mestre da eletricidade que testa os reflexos do jogador.
- Eel (O Enguia): Outro vilão elétrico, mas com uma pegada mais focada em agilidade.
- T-Ray: Um mercenário brutal que aparece para complicar a vida do Aranha.
- Super-Adaptoid: O grande vilão final, capaz de mimetizar os poderes de outros Vingadores. É uma luta épica que exige domínio total dos controles.

Curiosidades e Fatos Bizarros
Como todo jogo raro, Spider-Man – Web of Fire é cercado de histórias estranhas:
- O Valor de Mercado: Se você achar uma cópia original completa (caixa, manual e cartucho), prepare-se para desembolsar milhares de dólares. É considerado o jogo mais raro do 32X.
- O Erro de Digitação: Na tela de abertura e em alguns materiais promocionais, o nome do herói às vezes aparece sem o hífen, mas o mais bizarro é que muitos jogadores da época acreditavam que o jogo era um “hack” de outro game devido à qualidade sonora peculiar.
- Exclusividade Total: Ao contrário de outros títulos da Marvel, este game nunca foi portado para o Saturn ou PlayStation. Ele morreu e nasceu no 32X.
- Animação Digitalizada: Os sprites foram feitos a partir de modelos reais, uma técnica muito popular na época (pense em Mortal Kombat ou Donkey Kong Country), mas que aqui dá um visual único e levemente “estranho” ao Homem-Aranha.

Conexão com os Quadrinhos
O game é muito fiel à estética das HQs da Marvel de meados da década de 90. Os New Enforcers foram introduzidos nas revistas pouco antes do jogo ser desenvolvido. Além disso, as participações do Demolidor e as menções à HYDRA fazem com que o jogador sinta que está realmente dentro de um arco de histórias da “Casa das Ideias”. As cutscenes entre as fases usam uma arte que lembra muito as páginas das revistas da época, com cores saturadas e traços angulares.
Mini Análise: O que achei do jogo
Agora, papo de quem jogou e sentiu o drama. Spider-Man – Web of Fire é uma experiência agridoce. Por um lado, você sente o poder dos 32-bits nas cores e no tamanho dos chefes. Por outro, o som é um lembrete constante (e cruel por assim dizer) das limitações do hardware.
História / Enredo É uma trama clássica de quadrinhos. Funciona muito bem, os diálogos são legais e a ameaça da HYDRA dá uma urgência maior do que apenas “prender o ladrão da esquina”. Ter o Demolidor como aliado é um bônus de respeito.
Gráficos / Efeitos Aqui o 32X mostra a que veio. Os cenários são detalhados e o Homem-Aranha é grande na tela. No entanto, algumas fases são um pouco genéricas e o fundo às vezes carece de vida. O efeito de paralaxe (aquele fundo que se move em velocidades diferentes) é excelente.
Som / Música O calcanhar de Aquiles. O 32X era famoso por ter um chip de som que nem sempre era bem aproveitado. As músicas são repetitivas e os efeitos sonoros de teia e socos parecem vir de um rádio de pilha estragado (tipo após um caminhão passar sobre ele). É uma pena, porque uma trilha rock’n’roll cairia bem aqui.
Controle O jogo exige precisão. Balançar na teia é divertido, mas às vezes o Aranha parece pesado demais. Se você não estiver usando o controle de 6 botões do Mega Drive, vai sofrer um pouco para mapear todas as ações.
Diversão Para quem é fã do herói, é obrigatório. É um jogo difícil, desafiador e com lutas contra chefes que realmente exigem estratégia. A sensação de derrotar o Super-Adaptoid após várias tentativas é impagável (digamos que a versão com SAVE STATE ajuda muito).
🚨 Alerta de Spoiler: O Final de Spider-Man – Web of Fire
Se você é um colecionador que ainda sonha em plugar esse cartucho raro no seu Sega 32X e quer ter o prazer de ver os créditos subirem por conta própria, pare de ler agora! Mas, se você faz parte da imensa maioria que dificilmente vai desembolsar uma pequena fortuna por uma cópia física de Spider-Man – Web of Fire, ou se simplesmente a dificuldade do jogo te impediu de chegar ao fim, senta aqui que a Pixel Nostalgia te conta todos os detalhes desse desfecho digno das HQs dos anos 90.
O Confronto Final: O Ninho da Serpente
Após atravessar fases intensas e derrotar os membros dos New Enforcers, o Homem-Aranha finalmente consegue invadir a base de comando flutuante da HYDRA. É aqui que o game atinge seu clímax técnico. O cenário é claustrofóbico, cheio de tecnologia futurista e guardas por todos os lados. Peter Parker sabe que o tempo está acabando: se o computador central não for destruído, o escudo de plasma fritará a cidade permanentemente.
O Chefe Supremo: Super-Adaptoid
O desafio final de Spider-Man – Web of Fire não poderia ser outro senão o Super-Adaptoid. Para quem não se lembra, esse vilão é uma inteligência artificial capaz de copiar as habilidades de qualquer herói. Na luta, ele é um pesadelo! O vilão alterna ataques que lembram os poderes dos Vingadores — usando o escudo do Capitão América, o arco do Gavião Arqueiro e, claro, as próprias agilidades do Aranha.
A luta exige que você use o fluido de teia com extrema sabedoria. O segredo aqui é não ficar parado; o Super-Adaptoid lê seus movimentos. Quando você finalmente consegue esgotar a barra de energia dele, o robô entra em curto-circuito, explodindo em uma chuva de faíscas digitais que mostram o esforço da BlueSky Software em usar os chips do 32X para efeitos de transparência.
O Destino de Nova York e o Epílogo
Com o Super-Adaptoid fora de combate, o Homem-Aranha corre para os terminais de controle. Em uma sequência rápida de cenas (estilo slideshow de quadrinhos), vemos o herói sobrecarregando os geradores de plasma. O Demolidor aparece via rádio (ou em caixas de diálogo) para avisar que as defesas externas caíram.
A base da HYDRA começa a desmoronar e explodir. Em uma última imagem de ação, vemos o Aranha saltando da estrutura flutuante enquanto tudo vai pelos ares atrás dele — um clichê de ação dos anos 90 que a gente ama de paixão!
A Cena Final
O jogo termina com uma tela estática muito bonita, mostrando o Homem-Aranha e o Demolidor no topo de um arranha-céu, observando o nascer do sol sobre uma Nova York finalmente livre do escudo de plasma.
- O diálogo: O Demolidor agradece a parceria e comenta que a HYDRA foi repelida, mas que a vigilância nunca termina.
- O toque final: O Aranha faz uma piadinha clássica sobre como ele precisa voltar para casa antes que a Tia May perceba que ele passou a noite fora “caçando dragões”.
Diferente de jogos modernos, Spider-Man – Web of Fire não possui finais alternativos. É uma jornada linear, mas extremamente recompensadora pela dificuldade imposta. Após os diálogos, somos apresentados à lista de créditos com uma trilha sonora que tenta (e quase consegue) ser épica, encerrando oficialmente a biblioteca de lançamentos do 32X nos Estados Unidos.
Pixel Nostalgia Relembrando o melhor da era 8 e 16 bits — um byte de cada vez.
Bom, tenho um video aqui gravado deste jogo, do começo ao fim de “pasmem” 18 anos atrás. Então a qualidade do vídeo é em 360 ou 480 por ai, mas da para ver como o jogo é. Tentarei em breve um novo video dele com formato FULL HD com alguns filtros ou “in natura” mesmo.
Confira o vídeo:
Prós
- Raridade Extrema os Nostálgicos sabem
- Captura a fidelidade das HQ´s dos anos 90
- Aparição do Demolidor
Contras
- Som não digno do game
- Dificuldade elevada (já falei sobre SAVE STATE hoje?)
- Preço elevado, para experiência clássica