Watara Supervision: Os Jogos Esquecidos de um Handheld Peculiar
E aí, galera gamer das antigas! Pixel Nostalgia na área pra mais uma viagem no tempo, e hoje a gente vai desenterrar uma relíquia que muita gente nem lembrava que existia: o Watara Supervision. Sério, preparem o disquete virtual, porque a gente vai dar um rolê pelos Watara Supervision jogos que fizeram (ou tentaram fazer) a alegria da molecada que não tinha grana pro Game Boy.
Lá nos anos 90, enquanto a Nintendo mandava bem com seu tijolão cinza e a SEGA tentava a sorte com o Game Gear, uns consoles portáteis “alternativos” pipocavam por aí. O Supervision, lançado em 1992, era um desses. Ele vinha com uma proposta ousada: tela LCD grandona (e monocromática, claro), pilhas que duravam mais que a do Game Boy e, o melhor de tudo, um precinho camarada que cabia no bolso do seu tio que te dava presente.
Pode parecer um clone barato hoje, mas na época, pra muitos de nós, era a chance de ter um portátil pra chamar de seu. E mesmo com seus gráficos simplórios e som “chiado de batata frita”, a gente encontrava diversão. Mas será que os jogos valiam a pena? Bora descobrir!
Uma Breve História do “Game Boy Genérico” Que Mandou o Preço Lá Pra Baixo
O Watara Supervision não era só um console, era um statement: “ei, a gente também pode ter portátil, tá ligado?”. Fabricado pela Watara, com sede em Hong Kong, ele tinha um design meio esquisitão, com um D-pad no canto inferior esquerdo e os botões de ação na direita, tudo meio espalhado. Ah, e a tela? Grande, mas a resolução de 160×140 pixels era o que dava pra ter, e o “borrão” era quase uma feature.
Apesar de ser tecnicamente inferior ao Game Boy, o Supervision tentava inovar com alguns acessórios, tipo um cabo link pra jogar multiplayer e até um adaptador pra TV, que prometia uma experiência “full screen”. Quem nunca sonhou em ver os pixels gigantes da tela na TV de tubo, né? Era tipo mágica! Mas a verdadeira estrela (ou a tentativa dela) eram os jogos.

Os ‘Mandam Bem’ do Watara Supervision: Pérolas Esquecidas (ou Quase Isso!)
A biblioteca do Supervision é… peculiar. Não espere clássicos da Nintendo aqui, meu chapa. São mais de 60 títulos, a maioria feitos pela própria Watara ou por desenvolvedoras parceiras. Eles se esforçaram pra ter uma variedade, mesmo que muitos fossem clones de jogos mais famosos. Mas alguns se destacavam na multidão pixelada. Se liga nos que, de alguma forma, mandavam bem:
1. Super Block: O Tetris do Pobretão Que A Gente Amava
Se tem uma coisa que todo console portátil precisa ter é um clone de Tetris, certo? E o Supervision não decepcionou! Super Block é exatamente isso: um Tetris, mas com a sua própria pegada Supervision. Os blocos caíam, a gente girava, tentava formar as linhas e o som, ah, o som… era aquela musiquinha irritante (e viciante!) que grudava na cabeça. Era o jogo perfeito pra passar o tempo na fila do banco ou na viagem de carro. Simples, direto e cumpria o que prometia. Um clássico instantâneo na biblioteca de qualquer Supervision-boy/girl.
“Super Block era meu companheiro nas viagens. A bateria durava uma eternidade e o desafio de montar blocos era puro relax. Era o nosso Game Boy com desconto!” – Depoimento fictício de um gamer da época.

2. Witty: O Mascote Que Tentou Ser Algo
Todo console queria seu Mario, seu Sonic, certo? O Supervision teve o Witty. Um robozinho saltitante que estrelava um jogo de plataforma bem básico, mas que, para os padrões do Supervision, até que era legalzinho. O objetivo era coletar engrenagens e desviar de inimigos. Os gráficos eram monocromáticos, sim, mas o movimento do Witty era razoavelmente fluido. Tinha uns desafios de plataforma que te faziam suar as mãos, tipo aqueles pulos milimetricamente calculados. Ele não era um clássico, mas era um dos jogos mais “polidos” que o portátil tinha a oferecer. Tipo aquele amigo esforçado que sempre tenta o seu melhor.

3. Happy Birdy: Flappy Bird Antes do Flappy Bird?
Imagina um jogo onde você controla um passarinho (ou algo parecido) que precisa desviar de obstáculos voando por uma tela infinita. Parece familiar? Pois é, Happy Birdy no Watara Supervision te dava essa vibe! Você controlava um pássaro que voava para cima e para baixo, desviando de nuvens e outros perigos. A tela rolava na horizontal, e a simplicidade da jogabilidade era o seu charme. Viciante? Pra caramba! Era um desafio de reflexos puro, e a pontuação alta era motivo de orgulho no recreio da escola. Uma pérola de “arcade” para o pequeno portátil.

4. Crystball: Quebra-Cabeça com “Pique” de Game Boy
Se você curte jogos estilo Arkanoid ou Breakout, Crystball era a pedida no Supervision. Você controlava uma raquete na parte inferior da tela e rebatia uma bolinha para destruir os blocos lá em cima. Tinha uns power-ups que mudavam o tamanho da raquete, a velocidade da bolinha e até te davam bolas múltiplas. Era um passatempo garantido, com fases diferentes e desafios que te prendiam por horas. O som, como sempre, era o que dava pra ter, mas a jogabilidade pura e simples fazia a mágica. Mandava bem em ser divertido, mesmo com limitações!

5. Hero: Uma Aventura Simples, Mas Cativante
Hero é um dos poucos jogos do Watara Supervision que tentava uma pegada mais de aventura/ação. Você controlava um pequeno aventureiro em um labirinto, coletando itens e desviando de inimigos. Era um jogo de tela única, onde cada “room” apresentava um novo desafio. Os gráficos eram até detalhados para o padrão do console, e a exploração, por mais limitada que fosse, era um diferencial. Era o tipo de jogo que te fazia imaginar histórias e criar todo um universo na sua cabeça, porque o console não podia fazer tudo por você. Um verdadeiro “mind trip” na tela monocromática!

Valeu a Pena o Esforço (e o Cartucho)?
No final das contas, o Watara Supervision e seus jogos não entraram para a história como lendas imortais do gaming, mas eles ocuparam um espaço importante. Pra muita gente, foi a porta de entrada para o mundo dos games portáteis, a ponte entre não ter nada e ter algo. Os Watara Supervision jogos, com suas limitações e originalidade peculiar, nos mostraram que a diversão não precisa de gráficos de última geração ou sons orquestrados. Às vezes, um punhado de pixels, um D-pad baratinho e a imaginação de uma criança eram tudo o que a gente precisava pra ter uma tarde épica.
Então, da próxima vez que você vir um Watara Supervision em alguma feira retrô, dá um salve. Ele pode não ser o Game Boy, mas tem um lugar especial no coração de quem viveu essa era. E quem sabe, você não descobre uma nova “pérola” entre seus cartuchos obscuros?
Pixel Nostalgia
Relembrando o melhor da era 8 e 16 bits — um byte de cada vez.