🕐 Linha do Tempo

A Linha do Tempo de Castlevania: Nossa Viagem Nostálgica

Prepare o Chicote: A Evolução Imortal de Castlevania

Apertem os cintos do nosso DeLorean, tirem o pó das suas jaquetas de couro e peguem um frasco de água benta! Hoje, a nossa viagem no tempo será sombria, gótica e recheada de morcegos pixelados. Nós vamos destrinchar a linha do tempo de Castlevania, uma das franquias mais lendárias e implacáveis da história dos videogames.

Se você era daquele tempo em que a gente alugava fita na sexta-feira à tarde, torcendo para o save do cartucho ainda estar funcionando, sabe o peso que o nome Castlevania carrega. Ao longo das décadas, o clã Belmont e seus aliados nos ensinaram o verdadeiro significado de frustração, persistência e, claro, trilhas sonoras épicas que grudam na cabeça até hoje (alô, Vampire Killer e Bloody Tears!).

E assim como nós — que começamos lutando contra monstros no Nintendinho e hoje lutamos contra o colesterol, os boletos e a dor na lombar —, a série Castlevania também evoluiu muito. Ela passou da pura ação em plataformas 2D para os RPGs de exploração (o famoso Metroidvania), tentou a sorte no 3D com resultados… questionáveis, e hoje brilha como uma das melhores animações já feitas pela Netflix.

Pronto para encarar as escadarias do castelo do Drácula? Então vamos lá. Inserindo a ficha na máquina do tempo em 3, 2, 1…

🦇 A Mega Linha do Tempo Cronológica de Castlevania

(Aviso aos caçadores de vampiros: a cronologia abaixo segue a data de lançamento no nosso mundo real, e não a cronologia canônica do universo do jogo, pois queremos ver a evolução da tecnologia e dos nossos cabelos brancos!)

[ ANO: 1986 ] ⏬ 🎮 Título: Castlevania (NES / Famicom) & Vampire Killer (MSX2) A gênese. Tudo começou quando Simon Belmont invadiu o castelo do Drácula armado apenas com um chicote (Vampire Killer) e uma calça de couro invejável. O jogo original para o NES (Nintendinho) definiu o que era um jogo de ação difícil. Pulos duros que não podiam ser corrigidos no ar e a famigerada Cabeça de Medusa que sempre nos derrubava no buraco. No mesmo ano, saiu Vampire Killer para MSX2, que já brincava com chaves e exploração. Nós não sabíamos, mas ali nascia um império.

[ ANO: 1987 ] ⏬ 🎮 Título: Castlevania II: Simon’s Quest (NES) “What a horrible night to have a curse.” A Konami tentou algo muito à frente do seu tempo: um RPG de ação em mundo semiaberto. O problema? Uma tradução para o inglês feita pelo Google Tradutor dos anos 80. Sem as revistas de videogame (saudades, Ação Games e SuperGamePower), era quase impossível adivinhar que você precisava ajoelhar num penhasco segurando um cristal vermelho para um tornado te levar. Mas, ei, foi um passo vital na evolução!

[ ANO: 1989 ] ⏬ 🎮 Título: Castlevania III: Dracula’s Curse (NES) & The Adventure (Game Boy) No NES, Dracula’s Curse foi o ápice absoluto dos 8 bits. Introduziu Trevor Belmont e a possibilidade de trocar de personagens no meio da fase (Alucard, Sypha e Grant). A trilha sonora era coisa de outro planeta graças aos chips especiais do cartucho japonês. Enquanto isso, no Game Boy original (aquele tijolo cinza que gastava 4 pilhas AA em duas horas), recebíamos The Adventure, um título lento, mas que garantiu o sangue de vampiro no formato portátil.

[ ANO: 1990 ] ⏬ 📺 Spin-off: Akumajō Special: Boku Dracula-kun (Kid Dracula) (Famicom/Game Boy) Uma pausa na tensão para o humor! Uma paródia fofinha da própria série onde você joga com um jovem (e narigudo) Drácula. É como se fosse o Sessão da Tarde de Castlevania.

[ ANO: 1991 ] ⏬ 🎮 Título: Super Castlevania IV (SNES) & Belmont’s Revenge (Game Boy) O salto para os 16 bits! Super Castlevania IV fez os nossos queixos caírem. O Super Nintendo mostrava seu poder com gráficos incrivelmente detalhados, o famoso Mode 7 (com cenários girando) e a maior revolução da humanidade até então: Simon podia balançar o chicote em 8 direções! Era o pico da tecnologia. Já no Game Boy, Belmont’s Revenge melhorou tudo o que o primeiro jogo portátil tinha feito de errado.

[ ANO: 1993 ] ⏬ 🎮 Título: Castlevania: Rondo of Blood (PC Engine CD) O “Santo Graal” retrô da franquia. Lançado apenas no Japão para um console caríssimo de CD, introduziu Richter Belmont e a heroína Maria Renard. Tinha cutscenes estilo anime (pura nostalgia anos 90) com dublagem. Era ágil, graficamente lindo e expandia as rotas secretas.

[ ANO: 1994 ] ⏬ 🎮 Título: Castlevania: Bloodlines (Mega Drive) Os donos do console da Sega não ficaram órfãos. Bloodlines trouxe a atitude “Sega” para a franquia: mais violência, sangue espirrando, cenários pelo mundo todo (Europa) na época da Primeira Guerra Mundial, e a chance de jogar com John Morris e Eric Lecarde (que usava uma lança!). Pura adrenalina 16 bits.

[ ANO: 1995 ] ⏬ 🎮 Título: Castlevania: Dracula X (SNES) Um “port” adaptado (e muito simplificado) do lendário Rondo of Blood para o Super Nintendo. Sofreu com cortes de nível e uma batalha final contra o Drácula capaz de fazer monges tibetanos quebrarem o controle de raiva por causa dos buracos no chão.

[ ANO: 1997 ] ⏬ 🎮 Título: Castlevania: Symphony of the Night (PlayStation / Sega Saturn) Pausa dramática. Aqui o mundo mudou. Se Castlevania fosse a banda Queen, Symphony of the Night seria “Bohemian Rhapsody”. A Konami pegou a ação tradicional e misturou com a exploração de Metroid e evolução de RPGs. Nós assumimos o papel de Alucard, filho do Drácula. Gráficos 2D estonteantes numa era dominada pelos polígonos iniciais em 3D, trilha sonora orquestrada de Michiru Yamane, dublagem brega (“What is a man?! A miserable little pile of secrets!”), e aquele momento em que você descobre que existe um castelo invertido inteiro para explorar. Nascia o subgênero “Metroidvania”.

[ ANO: 1999 ] ⏬ 🎮 Título: Castlevania (N64) & Legacy of Darkness (N64) A puberdade tecnológica de Castlevania. A transição para o 3D foi dolorosa. Com uma câmera que era mais inimiga que os próprios monstros e cenários enevoados, esses jogos têm seu charme cult hoje em dia, mas na época, deixaram muitos fãs coçando a cabeça.

[ ANO: 2001 a 2003 – A Era de Ouro Portátil no GBA ] ⏬ 🎮 Títulos: Circle of the Moon (2001), Harmony of Dissonance (2002), Aria of Sorrow (2003) (GBA) A Konami percebeu que o formato de exploração (Metroidvania) era perfeito para os portáteis. Jogávamos isso no Game Boy Advance no ônibus escolar usando a luz dos postes de rua! Aria of Sorrow é um clássico absoluto por introduzir Soma Cruz (no futuro distante de 2035) e o sistema visceral de capturar as almas dos inimigos para ganhar poderes.

[ ANO: 2003 ] ⏬ 🎮 Título: Castlevania: Lament of Innocence (PS2) A primeira investida do PS2 para levar a série de volta ao 3D, agora com um combate mais frenético e focado na ação à la Devil May Cry. É um título monumental para a lore da franquia, pois serviu como a “origem” de tudo! Aqui viajamos até o século XI para conhecer a história trágica de Leon Belmont, testemunhar o nascimento comovente do lendário chicote Vampire Killer e entender de onde surgiu a eterna rivalidade com o Drácula (quando ele ainda era apenas Mathias Cronqvist).

[ ANO: 2005 ] ⏬ 🎮 Título: Castlevania: Curse of Darkness (PS2 / Xbox) O segundo (e muitas vezes subestimado) capítulo da franquia na era PS2! Ambientado apenas alguns anos após os eventos do clássico Castlevania III: Dracula’s Curse, desta vez nós largamos o chicote da família Belmont para controlar Hector, um “Mestre da Forja Demoniaca” (Devil Forgemaster) que traiu o Drácula. O grande charme do jogo era a mecânica extremamente viciante de criar, chocar e evoluir seus próprios “Innocent Devils” (familiares monstruosos) para te ajudar na porradaria e na exploração, trazendo aquela essência de RPG que os fãs tanto adoram para o mundo 3D.

[ ANO: 2005 a 2008 – A Trilogia Magistral do DS ] ⏬ 🎮 Títulos: Dawn of Sorrow (2005), Portrait of Ruin (2006), Order of Ecclesia (2008) (Nintendo DS) A era de ouro continuou nas duas telas da Nintendo. Mais almas, cooperação de dois personagens (Jonathan e Charlotte em Portrait) e a brutal dificuldade de Order of Ecclesia com Shanoa, que parecia trazer de volta as raízes punitivas da era 8 bits, mas com gráficos deslumbrantes.

[ ANO: 2008 ] ⏬ 🎮 Título: Castlevania Judgment (Wii) Olha… a gente precisa listar porque existiu. Um jogo de luta 3D no Nintendo Wii, com designs de personagens feitos por Takeshi Obata (criador de Death Note). Ver Simon Belmont parecendo o Light Yagami vestido de couro e um relógio correndo atrás de monstros em arenas foi… uma experiência bem peculiar.

[ ANO: 2010 a 2014 – A Era do Reboot Lords of Shadow ] ⏬ 🎮 Títulos: Lords of Shadow (2010), Mirror of Fate (2013), Lords of Shadow 2 (2014) (PS3, X360, 3DS, STEAM) Com a fórmula Metroidvania desgastada no mercado, a franquia ganhou um reboot feito pela espanhola MercurySteam, com envolvimento de Hideo Kojima e dublagem de astros de Hollywood (Patrick Stewart!). A jogabilidade virou um épico hack and slash estilo God of War. O primeiro jogo é lindo e grandioso. Já o segundo… bem, incluiu cenas do Drácula disfarçado de rato se esgueirando em laboratórios modernos. Nosso Drácula merecia mais!

[ ANO: 2017 a 2021 ] ⏬ 📺 Mídia: Castlevania (Série Animada da Netflix) Como os jogos entraram num longo hiato, a redenção de Castlevania veio onde ninguém esperava: na TV! A série animada da Netflix adaptou Dracula’s Curse brilhantemente. Sangrenta, filosófica, com diálogos incríveis e sequências de ação que faziam qualquer velho nerd dar pulos no sofá da sala. Mostrou que a rica lore do jogo renderia roteiros espetaculares.

[ ANO: 2023 ] ⏬ 📺 Mídia: Castlevania: Nocturne (Netflix) Uma nova geração (tanto para eles quanto para nós). Adaptando livremente o Rondo of Blood e Symphony of the Night, acompanhamos Richter Belmont e Maria durante a Revolução Francesa. Porque cortar a cabeça de vampiros na guilhotina é algo que só os franceses saberiam apreciar.

[ ANO: 2024 e o Futuro… ] ⏬ 🎮 Mídia: Coletâneas, DLC em Dead Cells, e a Esperança! Embora um jogo inédito feito pela Konami continue sendo mais raro que drop de item lendário, a franquia se mantém vivíssima através de Advance Collections, Dominus Collection e parcerias fantásticas como a colossal expansão de Dead Cells: Return to Castlevania, que nos fez sentir o gostinho genuíno dos tempos áureos de volta.

O Fim (Ou Apenas o Começo) da Nossa Viagem

Viajar por essa linha do tempo de Castlevania é como abrir o nosso próprio diário de infância e adolescência. Nós vimos a franquia engatinhar em pixels brutos no Famicom, revolucionar a forma como videogames eram desenhados nos corredores de mármore do PlayStation, tentar se encontrar nas esquinas confusas do 3D e, finalmente, ganhar status de ícone da cultura pop mundial através das telas de streaming.

E a beleza de tudo isso? Assim como o Drácula, que a cada 100 anos ressurge de seu sono para atormentar os vivos, os grandes jogos da franquia Castlevania são imortais. Não importa se a sua vista cansou ou se você hoje precisa jogar no “Modo Fácil” porque só tem 1 horinha depois de botar as crianças para dormir: o chamado do castelo sempre estará lá, ecoando sob a lua cheia.

E você? Qual é a sua memória mais nostálgica explorando os corredores dessa franquia lendária? Qual foi o morcego que mais te jogou num poço sem fundo? Conta pra gente!

E para finalizar esta matéria algumas imagens e wallpapers da Saga Castlevania, tanto de games como do anime.

E para finalizar a ficha técnica de Simon Belmont (é com IA pessoa, fica bacana mas pode não ser muito preciso.

Pixel Nostalgia Relembrando o melhor da era 8 e 16 bits — um byte de cada vez.

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